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Padrão FIFA e padrão Bíblia

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Data: 05/09/2014

 

 “Igualmente o atleta não é coroado se não lutar segundo as normas” (2Tm 2.5)

 

Quando foram noticiadas na imprensa as exigências da FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado) quanto à infraestrutura e estádios de futebol, multidões saíram às ruas em protesto. Os manifestantes cobravam dos governantes o “padrão FIFA” para a saúde pública, educação, transportes e moradia. No entanto a Copa do Mundo aconteceu, mesmo sem a realização das obras exigidas e prometidas pelo governo. Além disso, diferentemente de outras Copas do Mundo, no Brasil a FIFA não pagará um centavo de impostos. Talvez por isso ela tolerasse o não cumprimento das metas e tivemos uma competição sem a totalidade do “padrão FIFA”.

Há outra competição que me preocupa. O autor aos Hebreus chama de “carreira que nos está proposta” e nos instruiu a corrê-la com perseverança, pois há uma grande torcida (o exemplo dos cristãos mencionados no capítulo 11) nos incentivando (Hb 12.1). O apóstolo Paulo a compara com uma competição atlética onde o atleta será coroado se correr segundo as normas (1Co 9.25 e 2Tm 2.5). Portanto, para esta competição cristã há uma exigência que é o “padrão Bíblia”.

Mas a grande maioria dos que correm a carreira cristã nos dias de hoje não está nem um pouco preocupada com o “padrão Bíblia”. Fiquei tremendamente assustado ao ver um vídeo circulando na internet sobre transferência de geração. Em um evento de grande magnitude, uma líder evangélica protagonizou um ritual de transferência de unção de uma geração para outras gerações. Vendo aquilo cheguei a pensar: ou eu perdi a minha fé em algum lugar ou esse pessoal abandonou de vez o “padrão Bíblia” para a fé cristã. Pior ainda foi perceber manifestações de apoio vindas de crentes que pertencem a igrejas de tradição reformada.

Irmãos, confesso que estou desencantado com o movimento evangélico. O exemplo dos manifestantes que exigiam o “padrão FIFA” para causas sociais deve servir-nos de estímulo. Chegou a hora daqueles que ainda não se dobraram à “baal”, às ideologias de mercado e de sucesso que assolam as igrejas cristãs, saírem às ruas protestando e exigindo o “padrão Bíblia” para a fé cristã.

 

Presbítero Marcus Bortoloti