Quarta Igreja Presbiteriana de Suzano Igreje Presbiteriana do Brasil

Mensagens

O PREÇO DE IR

Indique para um amigo

Seu nome:
E-mail amigo:
Enviar
Data: 14/05/2015

Às vezes no campo missionário sentamos em algum lugar e pensamos em o que nos trouxe até este ponto. Foi num dia, pensando assim, e estava estudando a cura do endemoninhado geraseno que temos nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Durante algum tempo, eu olhei para o contexto da passagem. Ao que precedeu esta história. O que achei interessante foi que Jesus e os seus discípulos tiveram um longo e difícil caminho para poder fazer o que fizeram com este geraseno. Eu notei algo que nunca tinha percebido antes. Em cada um desses três Evangelhos, a cura é precedida pelo milagre de Jesus acalmando uma tempestade.  Há duas histórias completamente diferentes que vêm antes disso. Mas ambas têm um tema comum: o preço de ir. Quão longe você irá como discípulo de Jesus, depende de como será sua atitude diante de algumas questões. Quão obediente e dependente de Deus você será. Em parte, dependerá também de como você olha para o preço de ir.

Em Marcos e Lucas, precedendo estas histórias, relatam sobre a mãe de Jesus e seus irmãos que vieram procurá-Lo e ele respondeu que os que ouvem a palavra de Deus e as colocam em prática é que são seus irmãos e mãe. Havia uma distância entre Jesus e sua família; uma distância causada pela sua fidelidade a seu chamado. Mateus relaciona outro incidente que ilustra o preço de ir (Mt 8.18-22). Este queria ser seu discípulo... mas Jesus olhou para ele, para o fato de que ele tinha seus limites. Jesus sabia que havia um ponto de desconforto que poderia fazer este homem não ir; não havia um quarto aconchegante para Ele e seus discípulos. Outro homem pediu para Jesus deixá-lo primeiro cuidar de uma coisa... uma coisa boa... mas Jesus disse, não. Agora, quando o chamado vem de Deus, quando a oportunidade surge, seguir é a melhor coisa, e coisas boas nem sempre  não são bastante boas. Este é o preço de ir.

Nós não somos responsáveis pelo que não somos capazes de fazer. Porém, somos muito responsáveis pelo que Deus nos comanda a fazer. O Senhor nos dá a opção de dizer, “eu não vou!”, mas temos que viver as conseqüências desta escolha. Nós somos chamados para sermos discípulos de Jesus. Como discípulos, existirá sempre um próximo passo que nós teremos que dar. Podemos ir para a Somália. Podemos ir para o outro lado da rua. Pode ser algo tão simples ou tão difícil. Qualquer que seja o passo, há um custo envolvido. Nós não poderemos ser o que nós éramos. Nós não poderemos fazer o que nós fazíamos. Nós não poderemos ter o que nós tínhamos. Mas este não é o ponto. Se nós olharmos para o preço que teremos que pagar e se dissermos, como aquele homem, que existem limites, nós estaremos colocando limites na abundância da bênção que Deus tem para nós. Se nós só olhamos para o preço que  teremos que pagar e dissermos, agora não, como o homem que teve que enterrar um parente, ou “eu farei isto depois”, estamos estabelecendo nosso próprio tempo e deixando a ordem Dele para o que entendemos ser  melhor para nós agora.

Sim, nós todos somos chamados para ir. Não há nenhuma dúvida sobre isso. Mas onde quer que sejamos chamados para ir, precisamos reconhecer que há um preço a ser pago. Há um preço para ir. Quão distante você desejar  ir, dependerá de como você olha para este preço.

Não há dúvida alguma que o perigo é uma possibilidade que enfrentaremos quando nós formos. Existe um risco para quem deseja ir. Olhe para o que aconteceu quando Jesus e seus discípulos partiram pelo mar (Lc 8.22-25). Eles estavam em perigo. Jesus os repreendeu pela falta de fé, Ele estava dizendo: “Porque vocês estão olhando para a tempestade e para seus próprios recursos vocês estão desesperados. Por que vocês não olham para mim?”.

Às vezes nós entendemos o preço e até mesmo o perigo de ir, mas não estamos preparados para o desconforto. Quando Deus nos leva a sair de nossa zona de conforto, freqüentemente nossa atitude será a de recuar. Nestas passagens, nós o vemos alcançando os de fora (Lc 8.26-37). A região dos gerasenos era um lugar considerado não limpo para os judeus, pois eles estavam criando porcos. Literalmente era um lugar sujo. Mas Jesus levou os seus discípulos lá. Ele os deixou saber que havia um preço para pagar, que havia perigos e que o lugar não seria muito confortável. Sim, existe um valor por ir. Uma vida foi mudada. Um homem possesso foi liberto por Jesus. Não era uma multidão, uma cidade ou um povo, era uma pessoa. Este homem liberto estava agora sentando aos pés de Jesus, aprendendo Dele (Lc 8.38 e 39). Jesus não permitiu que aquele homem viesse com ele. Jesus lhe disse para ir e contar para todo o mundo o que Deus tinha feito para ele, e assim ele foi e fez o que Jesus lhe comissionou. O tremendo nesta passagem é que este novo convertido não era um fim; mas era sim um começo. O valor estava em uma vida que foi salva para ser testemunha entre seu próprio povo.

Amados nós temos o presente da vida eterna e a oportunidade para compartilhar isto. Nós fomos abençoados com nossos dons e talentos para edificar o corpo de Cristo e fazer discípulos em todas as nações. Nós temos este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não nossa (2Co 4.7).

Rev. Saulo