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Quando um barco lotado de refugiados

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Data: 13/09/2015

“Quando um barco lotado de refugiados, a 500 metro da praia, começou a afundar, Abdulah Kurdi tentou salvar a sua família, mas, segundo as suas próprias palavras, “meus filhos escorregaram de minhas mãos. ” Posso imaginar, com o coração de pai e de avô, o desespero de Abdullah. Mais tarde, o corpo de um dos seus filhos, o pequeno Aylan Kurdi, de apenas três anos, foi achado morto na praia, uma foto que chocou o mundo.

E foi pensando nisso que entendi: estamos todos no mesmo barco de Abdullah Kurdi. Um barco açoitado por ondas bravias e ventos impetuosos, lotados de pais desesperados, tentando salvar seus filhos das drogas, da gravidez na adolescência, do alcoolismo, da mentira, da violência urbana, das más companhias e da perdição eterna.

Olhamos para foto do Aylan, morto na praia, e nos emocionamos ao pensarmos na hipótese de, se no lugar dele, estivesse o nosso filho, neto ou sobrinho. A dor é tão grande que nos esquecemos que, pior, incomparavelmente pior, é a morte eterna. Nossos filhos não podem escorregar das nossas mãos. “Não geramos filhos para povoar o inferno”. Eles foram entregues a nós pelo Senhor e nós iremos entrega-los de volta ao Pai (nosso). Quando os filhos começam a escorregar das nossas mãos?  Quando não oramos por eles e com eles. Quando nossas atitudes negam as nossas palavras. Quando permitimos que eles desobedeçam a Deus, de forma sistemática, dentro das nossas casas. Quando não colocamos limites para suas ações e palavras. Quando confundimos fidelidade com cumplicidade. Quando existem tios demais e pais de menos. Quando terceirizamos para a igreja o ensino bíblico. Quando não temos tempo para ouvi-los. Quando qualquer desculpa é aceita para que eles se ausentem da igreja. Quando ensinamos nossos filhos a decidirem por dinheiro.

Onde estava Deus quando Aylan caiu no mar? Ele está onde sempre esteve. Antes mesmo do soldado carregar seu corpo frio na praia turca, o Senhor já havia levado no colo para casa.

Onde está Deus agora, quando o barco da nossa casa está açoitado por ventos e ondas tão ameaçadoras, e nossos filhos estão escorregando das nossas mãos, prestes a caírem no mar? Ele está onde sempre esteve, pronto para vir ao nosso encontro, andando por cima das ondas, enfrenta dando ventos impetuosos e dizendo “...não tenham medo, coragem ... sou Eu...” disse Jesus.

Não termais, Ele conhece as nossas dificuldades, no tempo dele vem ao nosso encontro, trazendo paz, cessando os temporais que nos assolam. Isto é percebido a luz de toda a bíblia em especial no evangelho de Marcos 6:45-52. Jesus despede a multidão, os discípulos entram no barco com o objetivo de irem a Betsaida. Jesus tendo despedido a multidão foi para o monte orar, solitário naquele lugar Jesus orava ao pai. Contudo, não fugiu ao seu conhecimento os discípulos fatigados a remar por ser contrário os ventos. Qualquer um de nós ficaríamos preocupados buscando uma forma de ajuda-los. Não foi assim o procedimento de Jesus. Uma noite naquele contexto era dividido em 4 vigílias. Das 18h-21h= primeira vigília. Das, 21h as 24h ou 00h = segunda vigília. Das 00h-03h = Terceira vigília. 03h-06h da manhã. Quarta vigília.

1) Estar na direção de Deus não significa que não vamos ter lutas, mas sim que a nossa fé será testada (v. 22). Vão para o outro lado e – veio a tempestade, a ventania. Foram testados na obediência e foram considerados de “pouca fé”.

2) O Senhor nunca se atrasa (v.25). Era a 4ª Vigília da Noite – onde a noite é mais escura, ondas mais bravias, maiores ventos devido à proximidade do sol. – “Estavam sendo açoitados pelas ondas” e “O vento era-lhes contrário”. No momento mais difícil Jesus apareceu (Lembrar também de Lázaro).

Nós podemos estar passando um tempo difícil, mas precisamos crer, nunca estamos sós, Jesus sempre vem ao nosso encontro.