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A Minha Graça Te Basta

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Data: 23/09/2015

                O apóstolo Paulo possuía uma enfermidade incurável denominada ‘espinho na carne’, que lhe foi posto para que não se ensoberbecesse com os privilégios sublimes que havia recebido como apóstolo. Qual seja a natureza desta enfermidade ou ‘espinho’, não é possível descobrir, mesmo para os mais capazes exegetas. No entanto, à luz da epístola aos Gálatas 4:14-15, alguns comentaristas arriscam pensar que se tratava de uma enfermidade dos olhos.

                A verdade é que como qualquer outro mortal Paulo orou e isto por três vezes para que Deus removesse esta causa de sofrimento, eu diria até de vexame em sua vida física.  Deus na sua soberania não atendeu a súplica do servo Paulo, porém lhe prometeu algo melhor: “A minha Graça te basta”. Deus estaria com ele no sofrimento e lhe daria graça para suportá-lo.

                Quando nos defrontamos com uma tragédia pessoal: a perda de um ente querido, uma enfermidade grave ou quaisquer outras dificuldades, a tendência humana é de perguntar: “Por que eu? Por que tenho de passar por esta provação, quando outros, quem nem a Bíblia leem são poupados?”.

                Em vez de nos debater no pântano da dúvida por que não abraçar à promessa divina: “A Minha Graça Te Basta”? Nossa fraqueza e dependência dão a Deus a ensejo  de demonstrar seu poder, sua graça e misericórdia.

                O apóstolo Paulo orou, podemos imaginar, com fervor para ser poupado, mas não insistiu para que a sua vontade fosse feita. De bom grado entregou-se nas mãos divinas para que sobre ele repousasse o poder e a graça de Cristo.

                Não é mesmo um paradoxo? Naamã um estrangeiro, pagão, ignorante às leis de Deus ouviu dizer de um profeta da terra de Israel que podia lhe curar; viajou em busca desta cura física e alcançou. Paulo, servo do Senhor, chamado ao apostolado, portador de uma enfermidade que muito lhe prejudicava não foi curado, no entanto, ouviu dos lábios do Senhor a “Minha Graça Te Basta”.

                Nesta data devemos fazer uma profunda reflexão: tem sido suficiente na nossa vida a Graça de Deus? Ou temos andado inquietos buscando em outras coisas, em outros lugares, algo que nos supra e nos dê felicidade?

                As palavras de Jesus à Marta foram: “Marta, Marta! Andas inquieta e te preocupas com muita coisa. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa”...  “A Graça de Deus nos basta”, creiamos nisso meus irmãos.

Suzano, 23 de Setembro de 2015.

Rev. Saulo Monteiro da Silva.