Quarta Igreja Presbiteriana de Suzano Igreje Presbiteriana do Brasil

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NA SOBERBA DA VIDA

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Data: 28/09/2015

            Depois da queda, no Éden, a história do homem é um composto de misérias e tristezas. A busca de Poder, a ambição desmedida, o desejo de se levar vantagem em tudo tornaram-se a marca registrada da natureza humana .

            É só olharmos a nossa volta. O pecado do orgulho é a força motora de todos os outros pecados, a soberba manobra o coração adultero. O orgulho comanda as intenções dos mentirosos, a altivez dirige a vida do ladrão, a arrogância engana o coração carnal.

            A grande e triste verdade é que a desobediência em qualquer grau, é alimentada pelo orgulho que muitas vezes  se transveste em humildade. O orgulho leva a destruição, e o espírito arrogante à ruína.

            Portanto, não será demais afirmar que a causa de toda miséria humana é o orgulho, a soberba. A auto-suficiência  humana é algo ridículo e repugnante aos olho de Deus, que é totalmente auto-suficiente e soberano.

            O fato é que todos nós fazemos parte de uma raça caída e o orgulho está intrínseco à nossa natureza. Nascemos pecadores, e a soberba é parte natural de nossa vida.

            Mediante este diagnóstico tão sombrio a respeito do ser humano, será que há esperança para o homem? Graças a Deus que sim. Contudo, é necessário confessar o nosso orgulho a Deus.

            São os humildes que dão  oportunidade a Deus de revelar o seu poder em suas vidas em seus trabalhos. Anelamos ter aprovação divina sobre a missão  que Ele nos confiou?

            "Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes dá Graça".

 

NA SOBERBA DA VIDA

 

I- PENSAMOS SER DEUS.

 

O pastor Augustus Nicodemus, chanceler da universidade Mackenzie, alguns anos atrás, ao discorre sobre  um novo movimento teológico que esta nascendo, e já presente em muitas Igrejas da atualidade, faz as seguintes afirmações a respeito do assunto:

"As ondas que provocaram a tremenda catástrofe na Ásia no final de 2004, afetaram também os arraiais evangélicos, levantando perguntas acerca de Deus. Seu caráter, seu poder, seu conhecimento, seus sentimentos e seu relacionamento com o mundo e as pessoas diante de tragédias como aquela.

     Deus sofreu muito com a tragédia e certamente não podia evita-la, pois Deus não conhece o futuro, não controla ou guia a história, não tem poder para fazer aquilo que gostaria".

     Esta é a concepção de Deus, defendida por um movimento teológico conhecido como teologia relacional , ou ainda teísmo ou ainda teologia aberta de Deus.

     Esta teologia relacional, afirma Dr. Augustus, considera a concepção tradicional de Deus como inadequada, ultrapassada e insuficiente para explicar a realidade, especialmente a catástrofe da Tsuname ocorrida em 2004.

      Qual seria o poder maléfico deste tipo de teologia nos dias atuais? É uma teologia que contraria a palavra de Deus, é uma teologia que aguça  ainda mais a natureza humana, que já embriagada pela soberba, o conduzirá no seu estado de pecado a humanizar a Deus, fazendo do homem criatura um ser divino.

      Embora esta teologia se apresente com uma roupagem nova o seu cerne, o âmago de seu ensino são antiga anti-bíblica. A muito fazia parte do contexto histórico da humanidade.

       O texto lido nesta noite para a nossa meditação leva-nos a perceber os resquícios  da teologia relacional que nega por completo a soberania de Deus, já presente na natureza humana, lá no gênesis, na vida de um homem por nome Ninrode, que intentava construir uma cidade e uma torre desobedecendo a boa palavra de Deus. Bem como no império da Babilônia representado na pessoa de seu imperador Nabucodonosor.

            Este imperador que governava a babilônia era um homem (Huperphano) ou seja soberbo, presunçoso, arrogante, e na soberba da vida, aquele déspota  pensava ser Deus. Diz o texto.

-           És tu ó rei, que cresceste e vieste a ser forte; a tua Grandeza cresceu e chega até ao céu, e o teu domínio, até a extremidade da terra" Nabucodonosor estava no auge do seu poder, estabelecido e orgulhoso das suas realizações como cabeça de um império mundial de conformidade com isso, a árvore que vira em seu sonho tinha proporções cósmicas, chegando a sua altura até o céu. Ela provia alimento e abrigo para todos as nações da terra. Sua Alma  se sentia tranqüila e segura. Suas ambições haviam sido alcançadas. Nabucodonosor se sentia como o homem rico da parábola de Jesus. “Tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, como, bebe e regala-te”

A maior tragédia humana, é aquela louca atitude de humanizar à Deus, e o de divinizar do ser humano. Em assim agindo nossos atos tornam-se injustos, a iniqüidade passa a fazer parte da nossa vida. O monarca Nabucodonosor conhecido internacionalmente, embriagado pela soberba agia como se tudo e todos estivessem debaixo do seu domínio.

Todas as vezes que o ser humano individual ou coletivamente perde o foco da Soberania de Deus, cociente ou inconscientemente ele tenta ocupar o lugar do criador. Ao deixarmos de ouvir a sua boa vontade tornamo-nos desobedientes, e com tais  atitudes loucamente anulamos a soberana majestade do ser divino que nos criou, nos fazemos deuses e passamos a requerer glória para nós mesmos.

A soberba é algo trágico, presente no coração humano, contra a qual devemos lutar e não permitir que ela se torne um monstro em nós para nossa própria destruição.

Infelizmente muitos dentro das denominações evangélicas vivem a tragédia de Ninrode, Nabucodonosor, não deram ouvidos as vozes proféticas não mudaram suas atitudes, experimentaram em suas vidas a tragédia do juízo.

Suzano, 28 de Setembro de 2015.

Rev. Saulo Monteiro da Silva.