Quarta Igreja Presbiteriana de Suzano Igreje Presbiteriana do Brasil

Mensagens

Tende já rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte. Deut. 2.3.

Indique para um amigo

Seu nome:
E-mail amigo:
Enviar
Data: 02/12/2015

        Quando comparamos este texto Deuteronômio 2.3  com o verso 14, do mesmo capítulo chegamos à triste conclusão de que Israel passou 38 anos rodeando a montanha de Seir. Por causa de sua pouca fé, praticamente nenhum progresso fizeram para alcançar a meta final: A Canaã.

        A experiência de Israel nos parece ridícula, mas o perigo de dar voltas no deserto, de andar em progredir, de permitir que algum grande êxito ou fracasso do passado nos desnorteie, vem a todos nós. Como um satélite em órbita, em volta da Terra, muitos ficam gravitando em volta de alguma grande realização do passado. Ou porque ocuparam uma posição importante, ou porque executaram uma tarefa com eficiência notável, passam o resto da vida em retrospecto feliz, mas inútil.

        Para outros, o centro de gravitação é a data de seu batismo, ou uma experiência exaltante durante uma Semana de Oração na escola, ou a vitória sobre uma fraqueza particular, todas elas marcando um dia vermelho no seu calendário. Mas é sempre uma tragédia quando realizações do passado paralisam a atividade do presente. Dada à escolha, Pedro teria preferido instalar-se no topo do monte da transfiguração em contemplação perene da glória celeste, mas Jesus o convidou, bem como aos demais discípulos, a voltar na manha seguinte ao trabalho que os aguardava junto da humanidade necessitada. Escreveu o poeta: Onde esta a bênção que conheci. Quando ao Senhor primeiro vi? A visão que me deslumbrou. De Jesus e seu amor.

        São belos sentimentos, mas o cristianismo não é uma religião apenas de passado. Deveres presentes e responsabilidades futuras são parte de seu desafio.

        Outros se demoram cheios de remorsos junto da montanha de erros passados. Exaurem suas forças rememorando passagens deprimentes de um passado que não volta mais. Se não podemos apagar a memória, podemos ao menos não permitir que tais experiências minem nossa confiança, ou envenenem nosso presente. Quão melhor é depositar nosso fardo ao pé da cruz, e prosseguir nossa jornada cristã com um coração em paz e um pé ligeiro!

        A todos nós, vem hoje o convite divino: “Tendes já rodeado bastante esta montanha; virai-vos para o norte.” A Canaã celeste Jaz à nossa frente e convida-nos a avançar sem temor. Os que marcam passo nunca atingirão a porta da cidade de Deus. Digamos com Paulo: “Esquecendo-nos das coisas que para trás ficam... prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em cristo Jesus.”