Quarta Igreja Presbiteriana de Suzano Igreje Presbiteriana do Brasil

Pastorais

A UNIDADE DA IGREJA

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Data: 25/04/2010

Reverendo Edvaldo Falsetti 

“...somos um só corpo em Cristo...” – Romanos 12.5

Ensina o texto acima e muitos outros passos das Escrituras que a unidade é um dos sinais característicos da Igreja. Exemplo admirável, a Igreja mãe em Jerusalém que, unanimemente submetida ao governo e doutrina dos apóstolos, tinha “um só coração e uma só alma” no tocante as relações morais e religiosas dos seus membros. As dificuldades, porém, que há para a Igreja adquirir e manter tão belo atributo se manifestou já nos seus primeiros dias, quando foi necessário instituir-se o diaconato para atender a queixas contra a sua administração. Atos 6.1-6.

Tais dificuldades aumentaram ainda, quando no decorrer dos tempos ela se estendeu por toda a parte, entre povos de raças diferentes e diferentes estágios de civilização. Divergências em governo e doutrinas e conseqüentes duros sentimentos sectários têm em todos os tempos, especialmente nos dias de hoje, multiplicado as divisões na Igreja, afastando-a largamente do ideal da unidade.

Esse triste fato demonstra que quando o apóstolo diz “somos um corpo” refere-se ao corpo místico de Cristo ou a Igreja invisível, e não à visível que, mesmo nos dias apostólicos, não tinha a unidade ideal e desde então, no curso da história, tem-se afastado muito daquele padrão.

Todavia, apesar dessa infeliz situação, o cristianismo organizado não perdeu de todo a sua unidade original, aceitando, como aceita, unanimemente no credo dos apóstolos as doutrinas cristãs essenciais e praticando os sacramentos do batismo e da ceia, instituídos por Jesus como sinais distintivos do seu povo. A união dos cristãos nestes pontos essenciais, sendo como é causada pela sua unidade mística, mostra a possibilidade da futura união da cristandade. Trabalhar e orar para esse fim é dever de cada crente e de cada Igreja.